quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Espera

na rua nua
espera o bonde passar
passarinho canta
sorrateira
a chuva pinga
na alma crua
de quem espera
o amor chegar
o bonde passa
um assobio dança
para o arfante peito
cansado de esperar

Solidão em preto e branco

A solidão é o silêncio. Um grito estridente!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma pausa para a palavra

Chega a hora de partir. Do outro voltar. Eles vão e vem, enquanto fico, e fito...a vida passando! Até quando? O sol é quente lá fora enquando a espera aqui dentro, demora. E eu bebo a água fresca num gole só, pra matar a sede e a saudade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Por quê?

Antes de responder, deixo claro, já logo de início, minha dificuldade em dar nome às coisas. Declaro também minha limitação em dissecar e descrever os fatos. Minhas tentativas sempre deixam histórias pela metade. Mas em mim, elas sobrevivem inteiras, mesmo que repousem por um tempo no esquecimento. Foram sentidas, todas intensamente sentidas.

Por quê? Porque às vezes é preciso dizer. 

E que as palavras venham cheias de simplicidade e alegria, dançando de pés descalços!