quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O mundo está doente

O homem deitado no chão, debaixo da markize, dorme...será que sonha? Na vitrine, calçados de todos os tipos de todas as cores em promoção. É verão... e chove! Nas palavras do menino que passa: "mas que tanto de gente"! Formigueiro de gente de guarda-chuva. Suas pernas e pés, paisagem do homem que dorme. Suas vozes, passos e murmúrios...canção de ninar para o homem que dorme. E a cama no quarto na casa do homem que dorme no chão debaixo da markize? peguntaria o menino. Não haveria resposta, porque todo o mundo dorme, em sono profundo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Espera

na rua nua
espera o bonde passar
passarinho canta
sorrateira
a chuva pinga
na alma crua
de quem espera
o amor chegar
o bonde passa
um assobio dança
para o arfante peito
cansado de esperar

Solidão em preto e branco

A solidão é o silêncio. Um grito estridente!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma pausa para a palavra

Chega a hora de partir. Do outro voltar. Eles vão e vem, enquanto fico, e fito...a vida passando! Até quando? O sol é quente lá fora enquando a espera aqui dentro, demora. E eu bebo a água fresca num gole só, pra matar a sede e a saudade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Por quê?

Antes de responder, deixo claro, já logo de início, minha dificuldade em dar nome às coisas. Declaro também minha limitação em dissecar e descrever os fatos. Minhas tentativas sempre deixam histórias pela metade. Mas em mim, elas sobrevivem inteiras, mesmo que repousem por um tempo no esquecimento. Foram sentidas, todas intensamente sentidas.

Por quê? Porque às vezes é preciso dizer. 

E que as palavras venham cheias de simplicidade e alegria, dançando de pés descalços!